9 de outubro de 2015

Sabores da vida

No meio do caminho, tinha uma floresta de sabores e de oportunidades.


No meio do caminho, decidimos chegar até o fim, porque no fim um delicioso restaurante.

Fazia parte das 50 coisas aprender a cozinhar. Em se aprendendo a cozinhar, cria-se a curiosidade pela comida inusitada, pelo diferente, pelo novo.

A nova cozinha de Vera seria pontilhada de descobertas. Para um transeunte qualquer, as receitas do cardápio poderiam parecer meio óbvias, no entanto, eu tateava em busca do conhecimentos de paladar. Do mais básico. Sentir como é reunir numa receita os sabores mais simples.

Quando criamos um novo prato ou nos preocupamos em copiar uma receita existente, colocamos sempre uma pitada nossa da vida. Não há como ser diferente.

Por isso sempre dou minhas pitadas quando decido cozinhar para meus filhos. Há quem chame de roupa velha a antiga ideia de misturar os ingredientes e a comida que restou na geladeira.
Eu chamaria de alquimia alimentar sustentável no aspecto técnico e de mistura original no vocabulário mais popular.



O que importa na verdade não é o nome que se dá,
mas o paladar que se cria ao redor do prato e além dele. Misturar sabores existentes e, a partir deles, criar novos sabores, novas sensações é um exercício de pensar fora da caixa.

Quando se mistura na vida fora do prato situações que já vivemos em algum ponto da estrada, abre-se uma incrível oportunidade de trazer à boca e aos olhos um cenário diferente de tudo que já se viu e viveu. Original e desafiador.

Talvez nesses dias ainda se insista em comer o de sempre, fazer o de sempre, temperar como sempre. A comida senão igual será semelhante.


Urge a necessidade de temperos nunca ante utilizados na cozinha do dia a dia. Trazer o criativo, o inusitado, misturar, inventar, porque vivemos momentos desafiadores e que nos cobram movimento e novidades.

No mundo de hoje, não dá para se fechar nos sabores antigos e não se permitir. A permissão ao novo liberta cozinheiras, cozinheiros e nós todos para repensar não só os pratos como a vida.





Há de haver olhares inquietos sobre o prato
nosso do dia a dia. O não aceite cria novas
receitas.  O mundo é um universo de possibilidades à nossa espera.

Basta manter a chama acesa e o faro para o novo conectado.

Bons sabores de fim de semana.

Beijos
Vera Lorenzo









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